Nota informativa

Nota Informativa:

Desejo salientar a todos que acompanham o blog do programa cristocêntrico, que nem todas as matérias deste blog não diz respeito a filosofia ou doutrina da direção do programa cristocêntrico ou da Assembléia de Deus de Caaporã.

A direção.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012



PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
2º Trimestre 2012
Tema: As Parábolas de Jesus
Comentaristas: Damaris Ferreira da Costa, Telma Bueno, Verônica Araujo


LIÇÃO 12 – AS DAMAS DE HONRA


Texto bíblico     Mt 25.1-8
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo.
Cinco delas eram insensatas, e cinco prudentes.
Ora, as insensatas, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo.
As prudentes, porém, levaram azeite em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas.
E tardando o noivo, cochilaram todas, e dormiram.
Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí-lhe ao encontro!
Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando.


Objetivos      Após a aula seu aluno deverá compreender a necessidade de estar preparado    
                      para a volta de Jesus, bem como saber explicar o significado da parábola.


Introdução
Na lição de hoje “as damas de honra” estaremos estudando a parábola da Dez virgens,
parábola esta relacionada a volta de Cristo, registrada em Mateus 25, ela tem como propósito mostra que o servo prudente deve sempre se manter o seu deposito cheio.
Quanto a sua aplicação, ela nos instrui que devemos buscar constantemente o azeite do Espírito, para enfrentarmos o esfriamento dos últimos dias.


I-O Casamento
Para compreendermos bem a parábola das dez virgens, precisamos saber como se realizava um casamento nos dias de Jesus.
O primeiro passo no processo de um casamento judaico era a escolha, por parte do pai do noivo, da moça que deveria casar com seu filho. Essa escolha dependia de diferentes razões: uma ligação de famílias, uma aliança política, uma questão econômica. O casamento por amor, em geral, ficava como uma questão secundária.

O pai podia delegar essa tarefa a outra pessoa, que trataria também de todos os demais acertos para a realização do casamento. De uma forma clara, vemos isso quando Abraão mandou seu servo, com plenos poderes,
 obter.. uma noiva para seu filho Isaque e combinar o casamento. Posteriormente, apareceu a figura do "agente de casamento" (li Shadkan", em hebraico). Depois de feitos todos os contratos, o noivo assumia os compromissos estipulados.
Embora fosse um casamento arranjado, a noiva poderia consentir ou não com o casamento.

Se consentisse, havia, então, uma cerimônia pública, sob o pálio nupcial, expressando a intenção dos noivos de se tornarem esposos. O moço e a moça estavam "desposados" (nessa situação encontravam-se José e Maria, quando o anjo anunciou-Ihes o nascimento de Jesus). Entretanto, os noivos ficavam separados. Era o tempo para o noivo preparar o lugar de residência da nova família, e, para a noiva, era tempo do preparo pessoal.

No dia marcado para a celebração do casamento, a noiva esperava o noivo, pois ele viria buscá-Ia para levá-Ia à casa de seus pais, onde se realizaria a boda. A hora da chegada do noivo era uma surpresa. Sendo à noite, a noiva e sua comitiva esperavam com lâmpadas acesas. Acompanhado de sua própria comitiva, o noivo chegaria a qualquer momento. A noiva e suas companheiras deveriam estar preparadas com lâmpadas acesas, aguardando o noivo.

Como saberia a noiva que o noivo estaria chegando? Era costume que um membro da comitiva do noivo, ao chegar perto da casa da noiva, gritasse: "Eis o noivo!". Então tocavam o "shofar" (chifre de carneiro). E ao som desse instrumento, o noivo conduzia a noiva pelas ruas da vila até a casa dos seus pais, para a celebração do casamento. O clímax de tudo era o jantar, seguido, no geral, por sete dias de festa, comida, dança e celebrações. Então o noivo e a noiva partiam para sua nova residência.

(fonte: Por: Erasmo Ungaretti   www.adorar.net )


II- Dez damas de honra
No casamento judeu , que não é como os casamentos que temos hoje, a noiva esperava pelo Noivo que lhe viria buscar, como já foi dito no texto acima. Enquanto ela aguardava, a noiva tinha dez companheiras as virgens, as quais saiam ao encontro do noivo.
Erroneamente, alguns consideram que as virgens , que estão separadas em dois grupos, representam a igreja, porem um estudo mais elaborado mostra que não, há um significado especifico para as dez virgens. Contudo a parábola pode ser usada como uma referencia ao estar ou não preparado para a volta de Jesus, contudo é necessário considerar o caráter escatológico da parábola.

III- Compreensão da parábola
A parábola das dez virgens possui alguns elementos que se diferenciam no seu significado, para compreendermos melhor é necessário separar os elementos, pois atualmente muitas pessoas erram na interpretação desta parábola, alguns pregadores ensinam que as virgens se referem a igreja, sendo que as prudentes se referem a aqueles que estão preparados, enquanto as loucas são as que não estão preparados para a volta de Cristo.
Como já disse anteriormente, elas podem ser usadas como exemplo, porem a sua significação é bem diferente disto:
A parábola das dez virgens é de caráter escatológico, por isso cada elemento tem a sua interpretação própria, observe:
O Noivo
Sem sombra de duvida, o noivo simboliza Jesus, assim  como o noivo do casamento judeu vinha para buscar sua noiva, para irem morar na sua residência, assim também Jesus voltará para buscar a sua noiva, a Igreja.
 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (Jo 14.1-3)

A Noiva
A noiva evidentemente representa a Igreja de Cristo, o que alias vale lembrar que todas as vezes que a Bíblia se refere a Igreja não a menciona no plural, o que de imediato descarta que as dez virgens representem a igreja, na parábola o noivo ia ao encontro da NOIVA, a qual possui dez virgens que faziam parte do seu “cortejo” portanto a Igreja não é a dez virgens.
Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou, (Ap 19.7)

As dez virgens
Como já mencionei acima, as virgens não representam a igreja como alguns afirmam, embora se possa usar a atitude das virgens na espera do noivo, mas  na verdade, a parábola por ser escatológica simboliza  Israel,  os dois grupos distintos simbolizam :

a) As loucas – representam os judeus que iram aceitar o anti-cristo, ou seja, fazer um pacto.
b)As prudentes – representam os judeus ortodoxos que não iram aceitar o pacto com o anti-cristo


IV- O ensino principal da parábola
A parábola das dez virgens, pode ser empregada na sua tipologia, ou seja, as atitudes das dez virgens em estar ou não preparadas.
Embora o Senhor tenha prometido voltar para buscar a sua igreja, não disse o dia da sua volta, mas ordenou a estarem alertas e vigilantes.
De forma semelhante isto foi empregado na parábola dos talentos, a qual os servos não sabiam a honra em que o seu senhor viria para lhes cobrar a prestação de contas.
De igual modo, na igreja há pessoas que vivem sem se importar em estar preparado para volta de cristo, vivem desapercebidas, algumas infelizmente não tem mais esperança. De fato vivem como loucos, nescios.
Outros são prudentes, tem esperança, e esperam a volta do Senhor, estão vigiando.

Conclusão
"À meia-noite, ouviu-se um grito: 'O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo!'
Apesar de parecer que Jesus estar tardando em voltar como alguns nos tempos de Pedro questionavam, Ele virá buscar a sua Igreja, a Noiva, no tempo determinado por Deus.
Portanto estejamos vigilantes :
  Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. 
Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22.20)


Colaboração para Portal Escola Dominical – Prof. Jair César S. Oliveira

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A morte de Amy Winehouse e John Stott

A morte de Amy Winehouse e John Stott

 morreu aos 90 anos. Amy morreu aos 27 anos. altStott morreu de complicações decorrentes da idade. Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose.
Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Handel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos. Amy morreu em casa. Sozinha.
Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de cristãos em todo o mundo. Obras como “Crêr é também pensar”, “A cruz de Cristo”, "Ouça o Espírito, ouça o Mundo" e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América-Latina. Amy se tornou conhecida por sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o seu próprio coração em uma das suas canções.
Stott sempre será lembrado por sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho. Amy sempre será lembrada por suas performances de embriaguez e seus usos de drogas. Por sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.
Em todo o mundo, apenas os cristãos protestantes lamentaram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista da chamada “mídia secular” escreveu nem mesmo uma nota sobre a sua morte. Mas, sua vida está escrita na memória e no coração de milhões.
Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura a morte “prematura” daquela jovem "tão promissora" que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.
John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e compartilhavam sua fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade. Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e principalmente, por seu pai e sua mãe, que não cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem”. Seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy agora sabe que não é.
Stott morreu numa casa simples, num acampamento pra idosos, propriedade da Igreja Anglicana. Amy morreu numa bela mansão em um bairro nobre de Londres.
Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, sua herança espiritual é inestimável. Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.
Stott sempre estava sorrindo. Amy parecia não ter motivos para ser feliz.
Parece que para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença. Mas, é notório que para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.
Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação. Amy...não sei no que ela cria. Mas, por sua vida, pode-se afirmar que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. Nele há esperança. Nele há alegria. Nele há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência. Stott morreu e foi para o céu.
Anonimo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A Sete Tábuas da Criação

A Sete Tábuas da Criação

Ao conhecermos as tábuas de argila dos Sumérios compreendemos que os textos escritos em hebraico e aramaico são por sua vez traduções de antigos textos das civilizações da Suméria e Acádia.


As tábuas dos Sumérios começaram a ser escritas há 6.000 anos e textos em hebraico e aramaico começaram a ser escritos aproximadamente há 4.000 anos;precisamos observar que os textos foram traduzidos da antiga língua dos Sumérios para Acadiano e depois para o hebraico e aramaico e só então foram traduzidos para o idioma grego, e assim obtiveram erros em sua tradução que são mantidos até hoje, porém a conservação das tábuas nos remete ao belo ditado:“Do pó vieste e ao pó retornarás.”Sob esta lei Elohim também trará a sua palavra como provação e testemunho


datados como tendo sido escrito por volta do ano 125, é atualmente conhecido como o mais antigo documento sobre YESHUA Livro do Gênesis Capítulo 1 – versículo 1. Tradução grega:“E no princípio Deus criou os céus e a Terra.”Em hebraico o termo é “Bereshidt Bara Elohim”. E no princípio Deuses e Deusas criaram os céus e a Terra, isso porque no idioma hebraico a palavra“Elohim” é uma palavra que está no plural.EL = Deus (masculino)ELOAH = Deusa (feminino)ELOHIM = Deuses e Deusas Durante muitas traduções do idioma hebraico para o grego, o escriba oucopista ou tradutor agregou um caráter masculino para a palavra provocando assim uma descaracterização do seu verdadeiro significado.Ao conhecermos os textos Sumérios compreendemos que os textos escrito sem hebraico e aramaico são por sua vez traduções e cópias das escrituras em tábuas de argila, o texto Sumério “Enuma Elish” que significa: “As Sete Tábuas da Criação” contém a seguinte narrativa:
No Princípio quando acima os Deuses nos céus não tinham sido chamados aser, em Ki abaixo o chão firme ainda não tinha sido nomeado e só no vazio existia Apsu.
A palavra Ki no texto Sumério se refere ao planeta Terra em um tempo durante a formação do sistema solar e a palavra Apsu significa Sol, o texto Sumério está se referindo ao tempo em que o Sol do nosso sistema solar se formou e começou a originar os planetas que orbitariam ao seu redor.Considerado um mito, Enuma Elish desafia a ciência e os estudiosos trazendo informações que confirmam com precisão as descobertas NASA.




A Epopéia da Criação e de outros textos sumérios com representações pictóricas, tais como o selo do cilindro VA-243 no Museu de Berlim. Deus Enlil (Senhor do Comando) para os Sumérios e quena bíblia é representado como o “Senhor dos Exércitos”, o pictograma também traz o notável

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Hamas assina compromisso com o Irã para liderar uma guerra contra Israel

Hamas assina compromisso com o Irã para liderar uma guerra contra Israel
Irã, Hezbollah, Hamas, Egito e Síria podem unir forças para ofensiva conjunta.
por Jarbas Aragão

Hamas assina compromisso com o Irã para liderar uma guerra contra Israel
Mahmoud A-Zahar, líder do Hamas, e Marwan Issa, o vice comandante de seu braço militar, passaram a primeira metade de setembro em Beirute e Teerã finalizando a assinatura de protocolos que afirmam o compromisso dos lideres do Hamas na Faixa de Gaza se juntarem a Irã, Síria e o Hezbollah na guerra contra Israel.
Esses documentos foram divulgados por fontes militares que afirmam saber os detalhes de como seriam os procedimentos e prazos que uniriam o Hamas e outros grupos terroristas num conflito contra Israel, caso ocorra um ataque ao Irã por causa de seu programa nuclear.
Foi noticiado por várias agências de notícias a declaração feita por Mohammad Ali Jafari na semana passada, durante uma exposição militar da Guarda Revolucionária Iraniana: “A guerra vai acontecer, mas não está claro quando ou onde será”.
O governo em Teerã pediu a A-Zahar e Issa que dessem suporte a Bashara Al Assad, comprovando que centenas de armas tem sido enviadas pelos iranianos ao regime sírio que vive uma guerra há meses.
A assinatura do Hamas garante um reforço de 22.000 combatentes treinados, incluindo reservistas, para as tropas de elite iraniana das unidades das Brigadas Al Quds, que ficariam preparadas nas fronteiras de Israel com a Síria e o Líbano.
As reuniões dos líderes do Hamas com o governo do Irã envolveram altos funcionários, incluindo o ministro da Defesa, Ahmed Wahidi, o comandante da Guarda Revolucionária, general Ali Jafari, o comandante das Brigadas Al Quds, Brigadeiro Soleimani Qassem, e um grupo seleto de especialistas da inteligência iraniana. Teerã busca alcançar dois objetivos:
1. O Hamas palestino é uma ramificação da Irmandade Muçulmana egípcia, portanto fica ciente de que deve ajudar o Irã em assuntos militares na região do Cairo.
2. Irã, Hezbollah e Síria desejam que o Hamas pare de obstruir as atividades da guerrilha Jihad Islâmica na Faixa de Gaza e esteja pronto para operar em conjunto com os palestinos contra Israel. Desde o início da possível guerra, todos devem seguir as ordens de comando vindas do Irã.
Em contrapartida, o Hamas voltará a receber ajuda econômica iraniana e novos suprimentos de mísseis e equipamentos de guerra avançados para melhorar a precisão de seus ataques contra Israel.
O clima anda tenso na região. Em discurso na assembleia da ONU esta semana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou que Israel não tem raízes no Oriente Médio e deveria ser eliminado.
Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, propôs evacuar assentamentos judaicos na Cisjordânia de forma unilateral, se os esforços por um acordo de paz com os palestinos fracassarem. Ele defende que seria ideal manter tropas israelenses em zonas da fronteira com a Jordânia.
Ao mesmo tempo, o ministro de Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, afirmou que seu país não aceitará modificações no tratado de paz com o Egito, em meio à crescente insegurança na fronteira entre os dois Estados.
O ataque mais recente aconteceu sexta-feira passada, quando morreram um soldado israelense e outro ficou ferido durante um ataque de milicianos. Três dos agressores morreram nos enfrentamentos com as tropas israelenses.
Traduzido de Prophecynewswatch.com

sábado, 15 de setembro de 2012

Manada ou vara?
        Por que os evangelistas discordam nesse ponto?
E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquelamanada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas.
(Mateus 8:32)

E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos.
(Marcos 5:11)

E andava ali pastando no monte uma vara de muitos porcos.
(Lucas 8:32a)

        Uma fato ao qual se deveria prestar atenção antes começar a "descobrir" contradições bíblcias é que todo texto deve ser interpretado na língua em que foi escrito. No processo de passagem de um idioma para outro, aquilo que é característico de cada língua pode acabar se perdendo e sendo substituído por outro elemento. É necessário interpretar (ao menos em nível exegético) para traduzir. Não existe tradução "dicionarial". Disso concluímos que muitas vezes certas contradições, discrepâncias, erros e obscuridades podem ser provenientes não do texto em si, mas de sua tradução.

        Um exemplo já tratado foi o de Jonas. Com esse exemplo dá-se o mesmo. Em dois dos textos o coletivo de porcos consta como manada, e em um como vara. Na língua portuguesa, o coletivo de porcos é "VARA". Assim, só o texto de Lucas restaria correto; os demais conteriam erros.

και ειπεν αυτοις υπαγετε οι δε εξελθοντες απηλθον εις τους χοιρους και ιδου ωρμησεν πασα η αγεληκατα του κρημνου εις την θαλασσαν και απεθανον εν τοις υδασιν
(Mateus 8:32; Nestle-Aland)

ην δε εκει προς τω ορει αγελη χοιρων μεγαλη βοσκομενη
(Marcos 5:11; Nestle-Aland)

ην δε εκει αγελη χοιρων ικανων βοσκομενη εν τω ορει
(Lucas 8:32a. Nestle-Aland)

        Como se pode perceber claramente, no texto grego não existe tal contradição. A mesma palavra é empregada: αγελη. Assim, se essa palavra é a correta a se empregar para o coletivo de porcos, os três textos estão corretos; se, no entato, esta palavra é incorreta, os três versículos conteriam um erro. Constatamos, entretanto, tratar-se de mera arbitrariedade na tradução a distinção entre "manda" em Mateus 8:32; Marcos 5:11 e "vara" em Lucas 8:32.

        Primeiro, um pouco da etimologia. Como é visível, αγελη tem como origem o verbo αγω, que tem como significados: levar, carregar, conduzir. Na voz média, αγομαι, significa "levar para si". Nesse campo semântico percebemos que a ideia primitiva nada tem a ver com animais. Poderia indicar perfeitamente qualquer grupo de animais conduzidos. Portanto, não significa, a priori, nem manda nem vara. Embora possamos admitir a possibilidade de uma mudança semântica, umaverificação léxica pode nos corrigir.

        No endereço a seguir encontramos os usos de αγελη na língua grega, em textos fora da Bíblia.


        Como se pode ver, essa expressão pode indicar, dentre outras coisas, o coletivo de:
        a) cavalos.
        b) bovinos.
        c) qualquer companhia.
        d) peixes.
        e) garotos, no treinamento de Creta ou Esparta.

        Assim, fica evidente que, na língua grega, a expressão αγελη pode ser usada para indicar também porcos, porque não está diretamente relacionada a nenhum tipo de animal.


Gyordano, peccator.


A primeira viagem missionária de Paulo